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Fotovoltaico VS Solar Térmico

Em vários tipos de negócios, as faturas de água e energia têm um peso muito significativo nos custos totais. Em muitas áreas de negócio, em termos contabilísticos, consideram-se como sendo custos fixos.

Mas, na realidade, cada vez mais são custos variáveis, pois existe um conjunto alargado de soluções que permitem reduções significativas, sem perda de conforto ou eficiência. 

Nos tempos atuais, cada vez mais deixa de fazer sentido não recorrer a soluções sustentáveis para auto produção de energia. Quer pela perspetiva financeira, quer pela perspetiva ecológica. 

A energia solar, com a localização geográfica do nosso país, é sem dúvida uma fonte de energia que deve ser aproveitada. 

No caso dos sistemas fotovoltaicos, dado que ainda não existe uma solução em termos de baterias de armazenamento economicamente viável, o que geralmente acontece é que – dependendo muito do perfil de consumos de cada cliente – é possível obter uma redução na fatura de energia elétrica e/ou gás entre 25% a 35%. A percentagem é tanto maior quanto maior for o número de dias da semana em que o sistema é utilizado e quanto maior for a redução de consumos nas horas “cheias” e, acima de tudo, nas horas de “pontas”. 

Uma das formas de melhorar o retorno do investimento – que tipicamente se consegue entre os 5  e os 7 anos – é aproveitar o sistema fotovoltaico para alimentar uma fonte de energia elétrica (bombas de calor, por exemplo) e desta forma produzir água quente, armazenando-a convenientemente. Este volume de água quente funciona assim como uma “bateria” de armazenamento de energia 

O dimensionamento de cada parque fotovoltaico é calculado com base no histórico de consumos de 15 em 15 min, e deverá ser otimizado para a melhor relação custo/benefício. 

No caso dos sistemas solares térmicos, a grande vantagem perante o fotovoltaico é que o sistema está preparado para armazenar energia. Ou seja, é possível aquecer um volume de água e mantê-la aquecida durante alguns dias (com perdas de 2% a 4% ao dia). 

Na prática, podemos utilizar a água quente armazenada ao longo das 24h do dia, ao contrário da energia produzida por um sistema fotovoltaico. Desta forma consegue-se aproveitar, em média, mais de 95% da energia produzida por um sistema solar térmico. 

As soluções (reservatórios) para armazenamento de água quente são cada vez mais eficientes, com isolamentos muito eficazes. Existem também soluções em que os reservatórios são enterrados, conseguindo-se um isolamento ainda mais eficaz de toda a estrutura. 

Geralmente é possível acoplar permutadores térmicos a estes sistemas, que permitem que água a 40-50º possa aquecer água fria (16-18ºC). Desta forma, existe um aproveitamento ainda maior de toda a instalação, conseguindo-se níveis de otimização muito elevados.

Geralmente um investimento num sistema solar térmico tem um retorno de cerca de 3 anos. 

Tanto os sistemas fotovoltaicos como os sistemas solares térmicos estão dependentes da energia solar para que possam produzir energia. Portugal é um país com um alto índice de rendimento solar, não só pela exposição solar, mas também pelas temperaturas. No nosso País, maio, junho e setembro são habitualmente os meses com maior potencial de produção de energia. Em julho e agosto as elevadas temperaturas afetam negativamente o rendimento dos painéis. 

Ambos os sistemas obrigam à existência de espaço disponível, ao nível do solo ou num telhado, sendo tanto maior a área necessária quanto maior for o número de painéis a instalar. Independentemente do local, é fundamental que a orientação solar (direção e ângulo de inclinação dos painéis) sejam as mais adequadas.    

Fator absolutamente crítico é a existência de um bom estudo sobre o projeto. Acontece frequentemente que um cliente solicita várias propostas ao mercado, a diferentes potenciais fornecedores, sendo depois muito difícil a sua comparação. A base para um projeto destes é a elaboração de um criterioso caderno de encargos, considerando todos os requisitos pretendidos e restrições de cada local. Existem empresas que apoiam no desenvolvimento destes cadernos de encargos, independentemente de serem ou não fornecedores, com capacidade para tratarem do processo desde o seu início até à entrega da obra, numa lógica “chave na mão”. Tendo por base o caderno de encargos, quando um cliente analisa as diferentes propostas de fornecedores, é imperativo que fique claro qual o potencial de poupança de cada solução.  

Por outro lado, também deve ser implementado um sistema de controlo - descriminado logo no caderno de encargos - que preveja a inclusão de indicadores de gestão, para conhecimento com todo o detalhe da evolução dos consumos, em kWh e m3 (consumos totais, consumos por cliente, consumos por m2, etc…) e, sempre que possível, em euros, uma linguagem que todos entendemos.  

A monitorização online dos consumos de água, gás e eletricidade permite uma gestão bastante rigorosa e simples da evolução dos consumos, e consequentemente dos custos, sendo perfeitamente possível a implementação de sistemas de alerta sempre que os valores excedam os valores parametrizados.