ptenfrdeites

Porque é tão importante o fitness de grupo?

No seu dia-a-dia, um diretor de clube anda ocupado com as vendas, com a retenção, com os cancelamentos, com as respostas aos sócios, com as instalações. O tempo é pouco e os gestores têm de escolher muito bem o que com ele fazer.

Porque será importante o fitness de grupo na gestão do seu ginásio?

É simples: o fitness de grupo é o fator chave para aumentar o número de sócios e a rentabilidade do seu negócio e fazer com que as pessoas venham mais vezes ao ginásio – more people, more often.

Um dos maiores desafios – se não mesmo o maior – para o aumento do número de sócios ativos é a retenção. Nos EUA, inscrevem-se anualmente 15 milhões de pessoas, mas 12 milhões abandonam.

Já todos sabemos que o segredo para uma frequência de treino elevada é o hábito. No entanto, quando analisamos o nosso mercado, verificamos que 1/3 dos sócios deixa de frequentar ao 3.º mês, o que significa que fez menos de 12 treinos e 50% dos sócios desistem nos primeiros 6 meses.

Este panorama levanta algumas questões. Se, em termos práticos e objetivos, queremos perceber como fazer com que as pessoas venham mais vezes aos ginásios, também é certa a importância de saber exatamente o que as traz até aos espaços em primeiro lugar. Qual a razão para frequentarem o ginásio? Por resultados? Claramente.

Quando perguntamos às pessoas o que querem quando fazem a sua inscrição, as respostas variam entre perder peso, tonificar, ficar mais fit, melhorar a condição física, relaxar e até fazer fazer amigos. “Coisas” que podemos juntar numa só palavra: resultados. Mas a verdade é que toda a gente sabe que pode atingir estes resultados a correr à volta do quarteirão lá de casa, no paredão ou mesmo com exercício feitos na sua sala de estar. Vivemos num momento em que ser fit é também uma moda e há mais informação disponível do que nunca sobre o tema. Da navegação nas redes sociais a apps instaladas nos smartphones, é quase impossível evitar tropeçar num artigo e/ou recomendação de treinos que prometem os impossíveis, sem que sequer seja preciso qualquer equipamento ou contexto particular.

O que diferencia a prática de exercício em ambiente de Ginásios e Health Clubes (GHC) é algo tão simples quanto o acompanhamento e, acima de tudo, a motivação que isso lhes dá, bem como todo o enquadramento social que obtemos, visto que essa ligação acaba por estar, por si só, inerentemente ligada ao aumento do tempo médio de vida de um sócio.

Quando analisamos as melhores práticas, há uma que se destaca no que diz respeito a trazer mais sócios ao ginásio e a aumentar a sua frequência: é o sistema de indução - ou seja, a forma como iniciam a sua prática no GHC, envolvendo o maior número de sócios no exercício de grupo.

Se analisarmos os serviços que a maioria dos GHC oferece, percebemos que mesmo os melhores clubes em Portugal têm 10 a 15% de sócios em PT, o que é ótimo para o negócio, até porque significa receita extra. Mas, se virmos bem, 50% a 60% das frequências são obtidas através do exercício em grupo.

Por outro lado, quando analisamos o usage – a frequência semanal média – verificamos que os sócios com maiores frequências são, mais uma vez, os que fazem aulas de grupo. E o que sabemos em relação ao usage? Sabemos que quanto mais alto, maior a probabilidade de o sócio ficar no ginásio, ou seja, por outras palavras, quanto mais alto o usage, maior a taxa de retenção.

Ainda relevante, quando pensamos no membership lifetime, i.e, no tempo médio do sócio ativo, verificamos que os sócios que fazem fitness de grupo ficam mais tempo.

Outra informação a reter e que se coaduna com a informação anterior: é fundamental ajudar os sócios a gostarem do exercício. Aqui, gostaria inclusive de partilhar um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, relativamente à indução dos novos sócios nos ginásios. O seu propósito era responder a 2 grandes questões:

  1. Conseguimos trazer para o exercício pessoas sedentárias e completamente descondicionadas?
  2. Conseguimos fazê-lo usando unicamente o exercício em grupo, sem qualquer outro tipo de exercício e sem alterações da dieta?

Durante 30 semanas, 25 participantes, com idades entre os 25 e os 40 anos, fizeram um programa de treino com vários programas Les Mills, indo ao encontro das recomendações do American College of Sport Medecine`s.

Resultados do estudo:

·         99% chegaram ao fim;

·         atingiram os resultados apenas com o exercício em grupo;

·         a combinação de cardio, força, core e flexibilidade foi fundamental;

·         iniciaram de forma gradual.

·         o exercício em grupo é a melhor forma de fazermos com que estas pessoas se apaixonem pelo exercício.

Ficou provado: existe um smart start.

Quer uma equipa comercial, quer os instrutores que fazem as avaliações iniciais e prescrição de treino podem, e devem, deixar uma mensagem clara: para atingir os seus resultados, o novo sócio deve combinar cardio, força, flexibilidade e core e deve iniciar a sua prática de atividade física de forma gradual, sustentada e divertida. A experiência determina a satisfação e, por sua vez, a motivação. A “saúde social” que advém do conceito de Tribo, formado através do exercício físico em grupo, é a malha final que entrelaça o rapport inter-sócios e dos mesmos com o GHC.

Um sócio pode fazer apenas as primeiras 4 faixas de uma aula de BODYPUMP e sair. Se a experiência for boa, o mais provável é que regresse. E é exatamente isso que queremos, que se divirta, treinando e que, com isso, consiga atingir os seus resultados. Se, por exemplo, o sócio gosta mais de desportos de combate, tem no BODYCOMBAT uma excelente opção ao nível do treino cardiovascular.

A qualidade das aulas é, como vimos, fundamental. A maior parte dos sócios está lá, logo devemos investir na experiência que os sócios têm.

Que não fique, porém, a ideia de que exercício em grupo apenas tem influência ao nível da retenção. No que respeita à venda, quando analisamos os fatores que influenciam a escolha de um ginásio, em primeiro lugar surge o preço e a localização, mas logo a seguir aparece o mapa de aulas. É por isso fundamental as aulas que o ginásio tem e, claro, a forma como são apresentadas. A construção de um bom mapa de aulas é fundamental para indicadores de retenção e mesmo para o fecho de uma venda. Não é apenas uma questão técnica, mas antes um questão estratégia que irá influenciar sobremaneira os resultados do negócio de um ginásio e health club.

A questão é simples: o fitness de grupo atrai mais sócios, que frequentam mais vezes, permanecem mais fiéis e, ainda por cima, atraem outros sócios.

Este é o PORQUÊ!